
Ferramenta prática e assertiva para motivar e apoiar a equipe em home office
dezembro 15, 2022
5 práticas de um líder inspirador
dezembro 15, 2022Segundo Paul Zak, neurocientista da Universidade de Claremont na Califórnia, que pesquisa cultura e performance das empresas listadas na Fortune 500, há um fator comum nos times com altos níveis de colaboração, engajamento e performance: níveis elevados do hormônio chamado Ocitocina.
Esse hormônio, produzido no cérebro, é a resposta biológica para uma regra muito importante nas relações: ”Se você me tratar bem, meu cérebro irá processar Ocitocina e isso irá me motivar a ser reciproco”. A produção de Ocitocina, combinada com os efeitos centrais e periféricos do sistema nervoso motiva e leva à colaboração voluntária.
Ocitona também nos faz sentir bem ao cooperar com outros, aumentando nossa capacidade de perceber estados emocionais dos outros – ou seja, é o regulador da Empatia. É conhecida por ser responsável por promover a sensação de confiança, ajudando a criar conexão e estreitar laços nos nossos relacionamentos. É bastante conhecida pelas mulheres, pois é produzida em quantidades elevadas durante o parto e amamentação.
Ele encontrou a seguinte dinâmica: Ocitocina eleva os níveis de confiança, que aliados a um propósito claro e forte, vão ter impacto direto sobre o engajamento e a percepção de servir (estar a serviço de algo), que por sua vez influenciam o nível de alegria que tem relação direta com a performance.
Sabemos que líderes precisam criar as condições nas quais as pessoas queiram despender seus esforços, energia e criatividade para mover a organização em direção a seus objetivos, criando a oportunidade de expressar sua motivação intrínseca e alcançar alto desempenho. Os colegas têm que querer se ajudar e apoiar. Todos os colaboradores hoje são voluntários. É verdade que eles são pagos pelo trabalho, mas escolhem a organização na qual trabalhar, e a cultura e as práticas organizacionais irão promover o engajamento ou levá-los a outro lugar.
Muitas empresas, como Google e Facebook, oferecem aos colaboradores várias vantagens, como alimentação, saúde e bem-estar no ambiente de trabalho para mantê-los engajados e produtivos. No entanto, é sabido que esses benefícios tendem a aumentar o engajamento a curto prazo, mas não a longo prazo. É necessária uma abordagem mais sistemática para o gerenciamento da cultura e performance nos times e organizações.
Existem algumas questões importantes a considerar ao tratarmos de cultura. Primeiro, saber que ela é alicerce, a base fundamental (cultura envolve várias aspectos como símbolos, rituais, comportamentos, valores) que move uma empresa, seja ao sucesso e à longevidade, ou aos maus resultados e ao fracasso. Mas mesmo para negócios que já trabalham fatores culturais incorporados à gestão, é importante notar que a cultura não é algo estático. Ela evolui à medida em que as pessoas e o propósito da organização mudam, ou seja, está em constante transformação. A cultura pode e deveria ser gerenciada e continuamente aprimorada para aumentar o engajamento dos colaboradores.
Entretanto, ainda percebemos que muitas organizações usam uma abordagem de gerenciamento baseada no medo para manter as pessoas engajadas no trabalho e exclusivamente na remuneração. Mas as pessoas se aclimatam ao medo rapidamente, e o líder deveria estar apto a criar incentivos para aumentar a produtividade, pois a gestão pelo medo tem estratégias limitadas. Após anos pesquisando engajamento e gestão em empresas brasileiras de todos os setores, o dinheiro, como já sabíamos, se mostrou um motivador fraco de desempenho.
Portanto, essa abordagem da gestão pelo medo cria servos ao invés de colaboradores entusiasmados. A motivação intrínseca é a melhor forma de alcançar alto desempenho no longo prazo. Precisamos pensar em criar uma organização com essa cultura em que as pessoas optariam por trabalhar não apenas por estarem sendo pagas. E além disso, evoluir para um modelo de gestão que passe a enxergar colaboradores como pessoas que tem objetivos e esperanças, emoções, habilidades e opções.
Para entender como criar um modelo de gestão e liderança baseado em confiança, respeito, consciência e performance, conheça mais sobre nossa imersão Mindful Leader Liderança Transformacional 2.0 que começa nessa quarta, 06/01.
Informações: https://bit.ly/YUPMindfulLeader



