
Habilidades para os Líderes dos Novos Tempos
outubro 6, 2022
Ferramenta prática e assertiva para motivar e apoiar a equipe em home office
dezembro 15, 2022Março é um mês de reflexão mundial sobre as lutas pelos direitos das mulheres. De acordo com reporte do Fórum Econômico Mundial de 2021, as mulheres têm 30% menos probabilidades de ter as mesmas oportunidades que os homens, incluindo salário no Brasil. O país foi um dos países da América Latina com o pior índice de disparidade de gênero, ocupando a 25ª posição entre as 26 nações analisadas. As mulheres também ainda enfrentam uma disparidade salarial, de acordo com IBGE, embora sejam maioria no ensino superior, ainda ganham 33% a menos que os homens.
Nunca se viu mulheres tão esgotadas quanto em meio a esse tempo de pandemia e muitas estão apresentando burnout ou muito perto disso, devido ao acúmulo de funções que se intensificou. É fundamental que as empresas e lideranças olhem com mais atenção e cuidado para essas questões tão complexas, e reconheçam os esforços e comprometimento das mulheres e que as recompensem de maneira adequada e por resultados, por meio de políticas de equiparação salarial, em meio a tempos tão desafiadores.
Como podemos avançar nas discussões para gerar mudanças necessárias e no curto prazo, de forma prática e assertiva?
Tivemos avanços importantes desde 2016, segundo o relatório, mas as mulheres ainda estão significativamente sub-representadas em todos os níveis de gestão da escada corporativa. As barreiras visíveis e invisíveis aliada às rotinas das mulheres e seus desafios no dia-a-dia familiar e social, impõe grandes desafios para a ascensão profissional, que foram agravados pela pandemia. Houve um aumento da sobrecarga para equilibrar a responsabilidade de cuidados da casa e dos filhos, a carga física e mental, e além de terem sido levadas a deixarem seus empregos, o que fez com que muitas mulheres desacelerassem suas carreiras e pretensões profissionais. Infelizmente, as mulheres são mais vulneráveis a questionamentos sobre suas competências e capacidades que os homens, logo são mais exigidas para mostrar seu valor.
Essa é uma transformação longa e profunda, mas algumas ações necessárias e que podem ser tomadas para mudança desse cenário podem ser:
- A cultura da empresa precisa valorizar a diversidade e criar um ambiente seguro e inclusivo para as mulheres, e implementar práticas para que as mulheres e demais funcionários se sintam acolhidos, felizes e motivados.
- Políticas internas para garantir que as promoções sejam equitativas e que mulheres possam assumir cargos de liderança mais facilmente.
- Rever as políticas de remuneração para diminuir distorções de remuneração.
- Investir em treinamentos e desenvolvimento internos e acompanhar o desempenho da equipe, e dessa forma criar oportunidades para que a diversidade de gênero e racial estejam entre as prioridades de gestão.
Quantos anos ainda vamos precisar lutar para que essa diferença na representatividade das mulheres na escada corporativa possa ser assunto do passado?
Segundo dados do Fórum Econômico Mundial, após período de pandemia, levará 136 anos para atingirmos equidade de gênero.
Isso é preocupante, mas me leva a querer trabalhar para avançarmos nessa transformação e evolução como povo e sociedade. Não podemos parar de lutar pelo reconhecimento das nossas capacidades e superar os obstáculos de forma justa para diminuir as desigualdades e alcançar os espaços e o sucesso que merecemos.



